Falar de riscos não é um tema muito agradável a qualquer empresário. Isso é fato. Mas, os riscos existem para todas as atividades e nenhum empreendedor está inerente a eles. O problema é quando, mesmo tendo conhecimento dos riscos, o gestor não faz uma avaliação adequada e termina tomando uma decisão ou arriscada demais ou, no outro extremo, conservadora demais.

Diante disso, num roteiro simplificado para se ter em mente, vale a pena fazer cinco perguntas básicas. A primeira é: “Quais os ganhos e perdas desta decisão?”. Toda decisão envolve ganhos ou minimizações de perdas por um lado e perdas ou minimização de ganhos por outro. Assim, o primeiro passo é mapeá-los para se ter a noção do “terreno”.

A segunda questão é: “Quais podem ser os piores cenários e quais são as chances deles acontecerem?”. Estas perguntas devem ter suas respostas baseadas no que é possível de acontecer em todas as hipóteses, sejam econômicas, sociais, políticas, financeiras, etc. e não em exageros ou catástrofes que não têm chance de ocorrer. Com isso, o empreendedor se prepara para consequências indesejadas, mas possíveis, levando à avaliação de alternativas para contingência.

A terceira pergunta básica seria: “Qual o impacto do pior cenário no negócio?”. Essa resposta nos dá a dimensão de possíveis prejuízos e dos recursos que o empreendedor terá que mobilizar se a hipótese do pior cenário se concretizar. Nesse sentido, cabe a quarta pergunta: “Temos condições de enfrentar as consequências do pior cenário?”. Essa pode ser decisiva, pois o impacto do pior cenário pode trazer uma consequência com a qual o empreendedor não poderá arcar.

Por fim, é necessário dosar os riscos e benefícios, a partir da questão: “Os prováveis benefícios da decisão são suficientemente bons para fazer valer a pena correr os riscos dos piores cenários?”. A resposta pode ser por meio de critérios quantificáveis, mas também pode ser feita de modo qualitativo.

Seguindo a célebre frase de Mark Twain: “Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo.” Portanto, a avaliação de riscos é fundamental para não deixar que o medo de arriscar paralise as decisões e também para conseguir tomar decisões mais acertadas. O medo pode até existir, mas é preciso que haja um domínio sobre ele, para que seja possível atingir o maior número de acertos nas decisões e rumos a serem tomados.

 

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