O Desafio da Autoconsciência

De quantas reuniões e brainstormings você já participou em que o objetivo era a busca de soluções para um problema que não era o problema real a ser resolvido?

Grupos e sua dinâmica de disputas por espaço, busca por reconhecimento e destaque e por estarem sujeitos à influência das redes de poder, podem persistir em discussões e argumentações prolongadas sem se atacar a essência dos problemas. E as pessoas podem insistir nisso sem se dar conta do que está acontecendo.

Então, vale a pena sempre ter uma questão em mente: por que estamos tentando resolver este problema específico? Parece algo trivial, mas adotar, na prática o “pensar sobre o pensamento” e avaliar de modo deliberado como e por que uma decisão está sendo tomada exige um esforço de atenção sobre si e de enfrentamento de provável conflito no grupo.

A questão da autoconsciência é tão difícil, que uma pesquisa conduzida pela especialista em desenvolvimento de executivos Tasha Eurich mostrou que 95% das pessoas acham que têm autoconsciência. Ao mesmo tempo, o estudo demonstra que apenas 10% a 15% das pessoas preenchem os critérios de pessoas autoconscientes.

Por isso, precisamos prestar atenção e não devemos nos apegar ao esforço passado. Não é porque gastamos muito tempo num determinado tema que devemos gastar ainda mais. O tempo e energia gastos já não voltam mais. A regra deve ser não desperdiçar ainda mais tempo de modo inadequado. Senão o futuro já vai estar pré-determinado por conta do esforço e investimento passado, mesmo que tenham sido feitos com foco errado.

Desistir do caminho adotado e recomeçar por outra perspectiva também é uma opção relevante. Não é um fracasso.

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