A Importância do Equilíbrio da Pressão sobre a Estratégia

É muito comum observar empresários e executivos esperarem que o planejamento estratégico de suas organizações seja integralmente cumprido, conforme definido no início do ano ou do período em questão. Todavia, vale refletir que o cumprimento da estratégia pode não significar bom desempenho, afinal o esforço de elaboração de um planejamento se baseia em premissas e hipóteses que irão passar por mudanças nas condições do ambiente de negócios e pelo “teste da realidade” do mercado.

Claro que isto não quer dizer que o planejamento estratégico não deve ser cumprido ou acompanhado, afinal, um esforço de planejamento consistente é um importantíssimo orientador para o dia a dia de gestores e equipes. Entretanto, precisamos reconhecer suas limitações, inclusive a de que não somos planejadores perfeitos.

Por isso mesmo, uma estratégia deve estar sujeita a um nível de pressão adequado, equilibrando as necessidades de estabilidade e flexibilização. Esse equilíbrio envolve encontrar o ponto adequado da “tensão estratégica”, adotando um modelo intermediário em que a execução nem é completamente alinhada com o planejamento inicial e nem sofre de uma “sobrecarga estratégica”, com muitas mudanças e reprogramações.

Um planejamento mais normativo e com muito foco no cumprimento do que foi planejado inicialmente, com alta valorização da conformidade de atividades, entregas, projetos e programas, considerando pouco o feedback do ambiente de negócios, pode levar à subestimação de ameaças e oportunidades e atrofiar o aprendizado organizacional.

Por outro lado, uma sobrecarga estratégica também é indesejável. Normalmente as fontes de sobrecarga podem ser o dinamismo e instabilidade do mercado, um nível excessivo de ousadia no planejamento, autossuficiência de unidades de negócio ou de gerências, causando até mesmo um desalinhamento das iniciativas. Quando esse estresse excessivo se apresenta, múltiplos projetos surgem, esforços podem ser duplicados e iniciativas fragmentadas, gerando descompasso nas entregas ou pouca “acabativa” das atividades (em contraste com o excesso de “iniciativas”).

Neste sentido, uma gestão competente da estratégia irá produzir um nível adequado de pressão, evidenciando os ajustes necessários na execução e afastando-se do planejamento inicial, mas sem desconsiderar esta referência, encontrando equilíbrio entre conformidade e flexibilidade.

Afinal, não se pode deixar de ter em conta que a estratégia envolve a execução deliberada de planos e reações a questões emergentes que se apresentam ao longo do tempo. Ela deve ser rígida o suficiente para sustentar referências e promover a clareza e eficiência dos esforços, e flexível o bastante para garantir a capacidade de resposta e de mudança da organização, preservando sua competitividade.

 

Neste link você pode ler de uma forma mais completa sobre planejamento estratégico: Planejamento Estratégico para Pequenas e Médias Empresas

A abordagem de planejamento estratégico da Delta Consulting é focada na construção de processos em grupo que viabilizem este equilíbrio e possibilitem a elaboração de planos vivos, com sistemáticas de monitoramento e aprendizado que os mantenham sempre atualizados e relevantes, mobilizando as equipes e otimizando esforços para os resultados. Saiba mais em: www.deltaconsulting.com.br/contato

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