A grande maioria das empresas já tomou as providências de resposta imediata para retomada do controle, adaptação às restrições do isolamento social e para fortalecer a saúde financeira e solidez empresarial na medida do que é possível, considerando sua realidade.

Entramos agora “no meio da crise”. Não chegamos ao “fundo do poço” e estamos rumo a uma situação ainda mais desafiadora e exigente, em que um novo conjunto de providências gerenciais e estratégicas precisa ser adotado.

Para melhor organização das iniciativas, é importante dividir o futuro em duas etapas: a retomada, que é o período de recuperação do pós-crise e a “nova normalidade”, que é um período de nova estabilidade. A partir disso, formular objetivos e posicionamentos para a retomada e para a nova realidade, definindo o que precisa ser feito hoje e no curto prazo para se chegar a esse futuro desejado.

No curto prazo, continue atualizando as estimativas de fluxo de caixa do modo mais realista possível (nem com excesso de otimismo para não correr riscos desnecessários nem com excesso de pessimismo para não travar) e use esta ferramenta para novas rodadas de negociações e postergações de pagamentos. Cuidado com a tomada de decisões precipitadas e continue fazendo planos para possíveis desdobramentos e cenários.

Neste sentido, um ponto essencial é o cuidado com a cegueira causada pela angústia e medo nas decisões, pois este é um momento que a imaginação e a criatividade não podem ser travadas e tanto para a retomada quanto para a “nova normalidade” a paralisia não são opções.

Para ampliar a capacidade de resposta e recuperação de sua empresa, algumas práticas devem ser adotadas:

  1. Aloque tempo para reflexão sistemática sobre o futuro e o mercado. As ideias não surgirão espontaneamente sem esforço concentrado e sustentado sobre esses temas.
  2. Preste atenção aos hábitos e necessidades dos clientes e em como eles mudaram ou poderão mudar, considerando que eles irão perder dinheiro, continuarão com medo por algum tempo e que meios virtuais estarão cada vez mais presentes em sua realidade. Só assim você terá a chance de continuar fazendo parte suas vidas.
  3. Avalie como será o posicionamento relativo de sua empresa com relação aos concorrentes e como isso vai impactar e influenciar o seu negócio na retomada e na “nova normalidade”.
  • Faça perguntas abertas sobre oportunidades de mercado e lacunas da empresa:
  • Que problemas do cliente não estão sendo resolvidos?
  • O que estamos fazendo por nossos clientes?
  • Que necessidades e produtos estão ganhando espaço no mercado?
  • Se fossemos começar “do zero”, qual seria nosso posicionamento?
  • Por que nossos clientes fiéis continuam fazendo negócios conosco?

4. Estimule e faça pequenos experimentos baratos e flexíveis, gerando aprendizados e novas alternativas.

Feitas estas reflexões, parta para a ação concreta focada na retomada, recuperação e reposicionamento. Mapeie e defina novos projetos e prioridades estratégicas que precisam e podem ser tocados para que a empresa saia com um posicionamento fortalecido no pós-crise. Defina os objetivos e pense nas ações de curto prazo que podem começar a ser feitas hoje para se chegar a estes objetivos.

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