As mudanças bruscas que várias empresas precisaram adotar para o teletrabalho num contexto de crise e incertezas podem gerar inseguranças e ansiedade na equipe: seja pela distância dos colegas e pelas nossas necessidades de convívio coletivo, pelo momento econômico e pelo medo de perder o emprego ou mesmo por não estar sabendo como lidar com este momento.

  1. Às vezes tudo vai parecer bem, pois as pessoas podem estar enfrentando dificuldades sem explicitá-las. Perguntar como estão se sentindo, como está funcionando o trabalho remoto, quais os desafios e obstáculos são iniciativas simples que podem fazer emergir questões importantes.
  2. Neste aspecto, a liderança tem um papel triplo de: (i) oferecer alternativas e soluções para questões práticas; (ii) entender e reconhecer que é natural se sentir mal nesse momento e (iii) reforçar a confiança e aposta na equipe.

Outra demanda para gestores é a mensuração de produtividade e qualidade do trabalho à distância. Confiança é fundamental neste momento, pois você não vai conseguir ver diretamente o que as pessoas estão fazendo. Por isso mesmo, a qualidade do seu processo de delegação é essencial no sucesso da equipe:

  1. faça demandas concretas, com definição de “pronto” muito clara;
  2. oriente e dê a informação necessária, não deixe nada subentendido;
  3. monitore progressos periodicamente e dê abertura para que emerjam novidades ou dificuldades.

Por fim, a comunicação remota pode-se mostrar bem desafiadora. Instrumentos como WhatsApp, Telegram e Slack geralmente não são utilizados da forma mais produtiva possível, gerando falhas por excesso ou falta de informação e muita distração, o que requer alguns cuidados:

  1. defina as expectativas e objetivos de uso da plataforma;
  2. pactue claramente com a equipe os horários de trabalho e as expectativas sobre prontidão de resposta;
  3. deixe claro seu status (se está disponível ou não) e avise quando sair e voltar (pelo menos ao seu gestor);
  4. faça acordos sobre objetividade e envio das informações necessárias. Perguntas genéricas ou mal formuladas, sem a especificidade necessária, ou informações e o envio de arquivos soltos sem dizer o que se espera do interlocutor também são indesejáveis (isso também serve para o e-mail);
  5. intervenha rapidamente se o nível de objetividade ou a precisão das informações estiverem caindo: isso pode arruinar o uso dos canais de mensagem.
  6. não deixe de usar outros canais adequados para um determinado tipo de comunicação, como vídeo (Zoom, Skype, Hangouts) ou ligações de voz.
  7. determine regras muito claras quanto ao envio de áudios, que não permitem uma visualização rápida nem o uso de busca nas conversas.
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