Um Processo para Tomada de Decisões

A tomada de decisões é um momento crítico para gestores e colegiados gerenciais. Muitas vezes optamos por alternativas ou soluções inadequadas porque pulamos ou não cuidamos de algumas etapas essenciais para boas decisões. Neste sentido, é importante ter em conta que a decisão tem três tempos: (1) a Preparação; (2) a Construção; e (3) a Aplicação.

Primeiramente, temos a preparação da decisão que envolve a formulação das questões centrais, ou seja, a caracterização e o entendimento do problema a ser resolvido; o levantamento das percepções dos envolvidos sobre o problema (como veem o problema e seus impactos e a visão sobre os objetivos); e, por último, o conhecimento dos condicionantes e riscos: mapeamento de facilitadores e dificultadores e avaliação dos pontos críticos e de suas repercussões.

tomada de decisões; escolha; ferramenas; análise

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Vale reforçar que esta etapa precisa de uma boa identificação de partes impactadas e envolvidas, pois a mobilização tardia será mais difícil, além do retrabalho com a “rebobinagem” do processo para deixar todos “na mesma página”.

Por sua vez, a construção da decisão envolve três passos: a análise das soluções possíveis, construídas a partir da definição do problema, dos objetivos e da avaliação de condicionantes e riscos; a avaliação dos impactos positivos e dos riscos das soluções, mapeando suas chances de acontecer e seus impactos negativos; e, finalmente, a escolha propriamente dita da solução.

Aqui é necessário ressaltar que a análise das soluções possíveis não pode deixar de ter em vista o problema e seus objetivos, pois o encanto por uma ideia inteligente para o problema errado (uma boa ideia para resolver outro problema) pode levar os envolvidos a tomada de decisões inadequada.

Mas ainda não está tudo resolvido! A terceira e importantíssima etapa é a aplicação da decisão. Primeiramente, é fundamental um acordo para dar certo, com as partes impactadas e envolvidas. E como acordos não são cumpridos automaticamente, é indispensável sua monitoração e também das demais decisões tomadas. Finalmente, haverá a consolidação da solução ou, caso sejam identificadas demandas de ajustes, é feita a reativação do processo decisório.

A tomada de decisões é um processo cotidiano de nossas vidas, que pode ser até banalizado. Por isto mesmo estamos sujeitos muitas vezes a decisões inadequadas pelo fato de não cuidarmos deste processo como poderíamos.  Dá muito menos trabalho seguir um processo adequado para uma decisão mais precisa do que tomar uma decisão com menos cautela e depois precisar “correr atrás do prejuízo”. Vale a pena tentar seguir este processo!

 

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