Usando Indicadores na Gestão

Monitoramento, indicadores e metas tornaram-se palavras frequentemente usadas no dia a dia dos gestores, o que pode fazer parecer que é processo bem apropriado por todos. Entretanto, sua adequada utilização é um grande desafio e seu uso impróprio, muitas vezes, traz a sensação de confusão e perda de tempo. Isso pode causar efeitos desmobilizadores em gestores e equipes e, em vez de serem ferramentas bem vistas para o aperfeiçoamento da gestão, tornam-se recursos desacreditados ou até mesmo ameaçadores.

Para ser uma ferramenta de gestão efetiva, é importante que o sistema de indicadores tenha boa capacidade de retratar a realidade organizacional e os efeitos das mudanças na gestão.

De maneira abrangente, podemos afirmar que eles devem atender a critérios de qualidade, tais quais:

  1. Relevância para o processo decisório e vinculação com a estratégia da empresa, equilibrando visão de curto e longo prazos;
  2. Facilidade na gestão dos dados (sem excesso ou carência de complexidade) com a quantidade adequada de informações (sem overdose) e possibilidade de detalhamento, desagregação e desdobramento das informações (zoom);
  3. Significação bem definida, sem ambiguidade, com possibilidade de identificar e estabelecer metas e de comparar com padrões externos/temporais (benchmark);
  4. Confiabilidade das informações/bases de dados e precisão adequada à natureza do processo aferido; e
  5. Custo e tempo viáveis para obter e processar os dados.

Com relação à gestão, é essencial garantir o patrocínio das lideranças e investir na comunicação para garantir uma compreensão adequada dos indicadores e dos seus impactos para o desempenho da empresa. Além disso, é preciso dar visibilidade ao papel de cada área em relação ao resultado esperado e realizar reuniões sistemáticas de monitoração dos indicadores, com apresentações o mais simples quanto for possível, sem prejudicar a necessária consistência.

Ainda é importante, para que a dinâmica funcione corretamente, pactuar os padrões adequados de gestão das informações, as fontes e periodicidade para apuração, o modo de tratar os indicadores e os resultados esperados, sempre envolvendo todos os que estiverem implicados na sua sistematização e análise.

Mesmo que não esteja funcionando perfeitamente, e isso decerto é um ideal muito difícil de se concretizar, a prática de mapear, pactuar e acompanhar indicadores estratégicos e estabelecer metas efetivas com um processo adequado de monitoração pode gerar efeitos muito positivos para as organizações.

 

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