Cuide do seu Caixa!

Pequenas e médias empresas são mais vulneráveis a períodos de turbulência no mercado, como a entrada de grandes concorrentes, consolidações de mercado por meio de fusões e aquisições de concorrentes ou quedas na demanda. Para reduzir o risco de quebrar, é essencial cuidar do fluxo de caixa.

Os custos fixos devem ser mapeados, gerenciados e minimizados. Deve-se ter atenção a despesas supérfluas e pequenos detalhes com que os profissionais estão acostumados e que podem ser otimizados (custos e ineficiências que muitas vezes nem são percebidos). Uma boa solução para isto é envolver e ouvir a opinião das equipes e envolver profissionais de outras áreas, com olhar menos “apegado” ao status quo.

Também é importante fazer projeções atentas da receita, com base em tendências realistas: não apenas utilizar os valores médios, mas considerar o movimento atual, mesmo que de modo qualitativo, e associar estas percepções às informações existentes, como as médias. Estas projeções devem balizar o orçamento, contemplando tanto os custos fixos quanto os custos variáveis.

O fluxo de caixa deve ser planejado para a empresa não “travar”. Na maioria dos casos, o mínimo recomendável é que haja um planejamento para ter recursos disponíveis suficientes para o próximo mês. Se isto não ocorrer, provavelmente haverá um impacto negativo no processo produtivo, com paradas desnecessárias (por falta de recursos) e gastos de energia e tempo gerencial (para dar conta dos “malabarismos necessários”) que poderiam ser evitados, gerando ineficiências e, portanto, perdas financeiras indiretas.

Um ponto comumente esquecido, mas que se não for cuidado pode gerar graves problemas para a empresa são as provisões. Despesas previstas, sabidas e localizadas como décimo-terceiro, férias e rescisões devem ter reservas previamente alocadas para evitar surpresas e problemas legais. Também é importante fazer uma reserva para investimentos e cuidar da competitividade empresarial. Alternativas são a definição de um percentual mensal dos lucros ou do faturamento a ser provisionado ou a reserva de uma quantia fixa mensal para estes fins.

Quase todos os negócios têm épocas mais e menos favoráveis. Uma solução possível é fazer uma provisão para as épocas mais difíceis, sem contar com a disponibilidade deste dinheiro. Entretanto, caso haja oportunidades muito interessantes ou necessidades prementes que exijam a utilização desta reserva, esta diretriz pode ser flexibilizada, desde que avaliados os riscos e consequências de não poder contar mais com estes recursos nos períodos de baixo desempenho do mercado.

Cuidar dos custos, fazer projeções de receita, planejar o fluxo de caixa e fazer provisões para despesas localizadas, investimentos e períodos de movimento fraco são alternativas que fortalecem a gestão financeira da empresa, que é um fator essencial à sustentabilidade do negócio, especialmente com as grandes mudanças experimentadas no cenário macroeconômico.

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