Desenvolver equipes é uma tarefa difícil e que exige competência e persistência por parte de gestores e empreendedores, além de ser uma responsabilidade indelegável e que não se resolve automaticamente na escolha ou troca de integrantes. Ou seja, se você quer ter uma boa equipe não há opção diferente do investimento emocional, de tempo e esforço no seu time.

Neste sentido, o papel da liderança deve ser de cuidar da integração de novos componentes da equipe, reforçando valores, traços da identidade do grupo e padrões de atitudes desejados; e comunicando de modo claro as responsabilidades e resultados esperados para a função. Outra questão fundamental é cuidar da capacitação da equipe, seja ela por meio de cursos e manuais ou por treinamentos em serviço, com delegação, orientação e monitoramento.

Mas, e se a pessoa não responder bem? Não necessariamente ela deve sair da equipe ou da empresa. Afinal, pode ser uma questão de aptidão e esta pessoa pode se dar bem em outra área, aproveitando melhor suas potencialidades. Também pode ser que as opções utilizadas pelo gestor para seu desenvolvimento não sejam adequadas e precisem ser revistas. Ou, ainda, o profissional pode não estar se dando conta de seu baixo desempenho por falta de feedback!

Além da ótica do desenvolvimento individual, líderes precisam cuidar do desenvolvimento do conjunto como equipe. Isso significa dar visibilidade aos papéis de cada integrante e ter momentos sistemáticos para se falar sobre a dinâmica do dia a dia e dos trabalhos. Com isso, pode-se, de forma antecipada, identificar e até mediar conflitos, que são inevitáveis e fazem parte de qualquer equipe. Também requer construir uma estratégia que seja efetivamente um projeto coletivo e monitorá-la, garantindo uma ação articulada e coordenada do time.

Por fim, outra função essencial da liderança é a sustentação dos limites, dizendo “não” e promovendo a mudança de posicionamentos inadequados, sempre lembrando de que desejar (algumas vezes sem limites, como pedidos descabidos de aumentos salariais, folgas ou privilégios em relação aos colegas) é uma característica humana e que o lugar da liderança muitas vezes vai ser desagradável, especialmente quando demandar a frustração desses desejos.

Esse movimento da equipe de testar os limites do gestor é natural, contínuo e interminável e exige muita tranquilidade e atenção por parte do gestor. E ser líder é isso: assumir um lugar de responsabilidade pelo desenvolvimento profissional das pessoas e pela integração de seu time, sem se deixar vencer pelo cansaço das batalhas diárias.

 

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *